Análise de causa raiz: 5 porquês, diagrama de Ishikawa, análise de Pareto
A causa raiz é a causa mais profunda cuja eliminação impede que o problema volte a ocorrer. Tratar o sintoma (por exemplo, separar as peças defeituosas) é rápido, mas não duradouro. Os três métodos mais comuns se complementam bem: a análise de Pareto mostra qual problema atacar, o diagrama de Ishikawa reúne as causas possíveis e os 5 porquês seguem a causa mais provável até a raiz.
Análise de Pareto: por onde começar?
O princípio de Pareto diz que a maior parte do efeito (muitas vezes cerca de 80%) vem de uma pequena parcela das causas (cerca de 20%). Ordene os tipos de defeito em ordem decrescente e trace a porcentagem acumulada. As primeiras barras representam a maior parte do problema, então merecem recursos primeiro. Além da frequência, um Pareto por custo ou severidade também pode ser útil.
Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe)
O diagrama de Ishikawa agrupa as causas possíveis em categorias, para que a equipe não pare na primeira ideia. Na produção, as categorias 6M são as mais comuns: mão de obra, máquina, método, material, medição e meio ambiente. O diagrama é uma ferramenta de brainstorming: as causas registradas são hipóteses que precisam ser confirmadas ou descartadas com dados ou testes.
5 porquês
O método dos 5 porquês parte do problema e pergunta repetidamente por que a etapa anterior aconteceu, até chegar a uma causa que possa ser corrigida no nível do sistema. Cinco é apenas uma referência: às vezes três perguntas bastam, às vezes são necessárias sete. Um exemplo clássico é a parada de uma máquina:
- Por que a máquina parou? Um fusível queimou devido a uma sobrecarga.
- Por que houve sobrecarga? O rolamento não estava suficientemente lubrificado.
- Por que não estava suficientemente lubrificado? A bomba de lubrificação não fornecia óleo suficiente.
- Por que a bomba não fornecia óleo suficiente? O eixo dela estava desgastado.
- Por que o eixo estava desgastado? Não havia filtro, então cavacos metálicos entraram na bomba.
A causa raiz é, portanto, a falta do filtro; trocar o fusível eliminaria apenas o sintoma.
Dicas para uma boa análise
- Confira cada resposta com fatos no chão de fábrica (gemba), não com suposições.
- Se mais de uma resposta for verdadeira, ramifique a análise.
- Procure separadamente a causa de ocorrência (por que o defeito foi gerado) e a causa de escape (por que não foi detectado).
- Não pare no erro humano: pergunte o que permitiu que o erro acontecesse (por exemplo, a falta de um poka-yoke ou uma instrução ambígua).
- Verifique a causa raiz: depois de eliminada, o problema não deve se repetir.